sábado, junho 03, 2017

O escândalo do roubo do HD com os Trabalhos de Graduação!

Este não é um conto policial de ficção, é baseado em Fatos Reais. A propósito, sim, é mais uma ‘doidera’ desse povo que viveu no Cassinão. 

A realidade supera a ficção, a vida pode ser tão surreal, tão bizarra que parece um conto, de muito mau gosto, inventado por uma mente delirante. Quando ouvi pela primeira vez esta história eu não acreditei, até que ouvi da boca das próprias vítimas, e claro, como participante da "comunidade", fui testemunha das consequências....

Final de ano, quando o sol começa a ganhar força, os dias ficavam mais longos no Cassino e a praia se insinua para fantasmas mofados, nós, os sobreviventes do longo inverno. Mofo e branco, que tende ao transparente, são os efeitos colaterais sentidos por todos os valentes moradores do Cassino. Quando a primavera começa a ganhar força, mesmo ainda estando um pouco frio, os fantasminhas camaradas se esforçam para perder esta coloração de quase mofo verde esbranquiçado. Mas como ainda é primavera e predomina aquele vento (quase ciclone) na praia, cada um usa de seus métodos para "fixar cálcio", um deles é tomar sol em quintais com muros altos que nos protegem do vento frio.

Em um desses dias de sol, a Mareska e a Marieta, sua amiga inseparável decidiram pegar uma corzinha. As duas eram muito amigas, como irmãs, e sempre faziam programas juntas, sempre acompanhadas dos respectivos namorados. Os casais tinham uma relação de quase irmandade, como se não bastasse a proximidade afetiva, viviam também, no mesmo prédio e no mesmo andar.

Naquele dia a Marieta insistiu para que a Mareska deixasse um pouco o trabalho de graduação de lado e aproveitasse aquele lindo dia de sol. A Mareska resistiu, pois estava com o prazo apertado e precisava concluir a monografia, mas não resistiu aos apelos da amiga e resolveu aproveitar aquele lindo dia de sol. Os namorados estavam na faculdade, todos também em época de conclusão de TCC.

Ao voltar pra casa, depois de certo tempo, a Mareska notou que haviam mexido em seu computador, sem entender muito o que tinha acontecido, se deu conta que haviam retirado o HD. Entrou em pânico, pois todo o seu TCC e do namorado estavam gravados nele, e como desgraça pouca é bobagem, eles não tinham backup, claro! nestas horas quem tem? Naquela época não havia CD e muito menos pen drive, que dirá HD externo. A gravação era feita disquete mesmo, que não cabia nada. 

Todo o trabalho do ano havia desaparecido!

Quando seu namorado chegou o pânico se intensificou e se multiplicou por dois, pois o trabalho dele também estava no HD. Os amigos irmãos, os vizinhos solidários sofriam juntos, tentando buscar uma resposta. Por que alguém entraria no apartamento e roubaria apenas o HD? Será que os professores acreditariam nessa história, ou imaginariam que era algo inventado pelos dois para ludibriar o sistema e ganhar mais tempo para a entrega do TCC?

A polícia foi chamada e abriu investigação. Mas nada, nenhuma pista. 

Mas como a estupidez humana não têm limites, o tal ladrão tentou sondar na universidade como formatar e vender HD. A partir deste movimento descuidado, brotou uma forte suspeita de quem teria sido o larápio, que de tão descuidado acabou trocando os pés pelas mãos, pois não conseguir ficar calado e tentar obter informações, vejam vocês, no lugar errado. O gatuno foi assuntar sobre o tema justamente na FURG – como se alunos da Oceano não vivessem em “rede”, e a FURG e a Oceanologia não fossem um ovo, um lugar onde todos sabiam absolutamente tudo o que se passava.

Para choque de todos, descobriu-se que o tal ladrão era do curso de Oceanologia e não um batedor de carteiras do Cassino.

O tal larápio, confrontado com as evidências e indícios, não teve alternativa a não ser confessar o crime. Na realidade o roubo não foi um trabalho solo, mas sim, de uma dupla. Trabalho arquitetado e colocado em execução por um casal que morava no apartamento ao lado das vitimas. 

Pois sim, meu caros, os ladrões desmascarados eram, nada mais nada menos, que o tal casal irmão e inseparável da dupla de vitimas. A insistência para que Mareska saísse de casa para tomar sol foi a artimanha encontrada pelo casal de larápios para deixar o caminho livre para que o Barnes, o namorado da Marieta, entrasse no apartamento e fizesse o serviço sujo. 

Imaginem o escândalo quando a história veio a tona!

A motivação ficou a cargo da imaginação da sociedade oceanológica estupefata. Ciúmes? Raiva? Inveja? Pura Maldade? O casal desmascarado não teve mais clima para viver no Cassino e muito menos continuar na faculdade. Foram embora e nunca mais ouvi falar deles. Mas deixaram esta história surreal para trás, para ser contada e a cada ano que passa parecer inverídica, e, aos poucos, virar mais uma lenda urbana na terra açoitada pelas intempéries do vento sul.


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