sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Até quando, Adamantina!?

Até bem pouco tempo a única informação que chegava até a nossa sociedade era desconectada da realidade, manipulada e servil a quem pagava ou detinha o poder, informação que era restrita a grupos de poder que controlavam a pauta da mídia. Mas hoje, as estratégias dessa mídia servil, graças às redes sociais, foi desmascarada e também suas formas implícitas – muito bem mascaradas – de contar um caso que vem ao encontro da pauta do “poder do dia”. 

Aquela gente cansada que chegava do serviço e engolia, sem contextualizar, a informação do dia, hoje abre um site da internet e recebe outro tipo de informação, na realidade poderia dizer que recebe a contra informação do que havia visto, e se esta pessoa não utiliza as redes, ela certamente conversará com alguém que não apenas leu, como também, discutiu as notícias do dia em algum ambiente virtual. Este novo veículo de “encontro”, debates e compartilhamento de ideias chegou para quebrar os elos mentirosos que unem as algemas que nos prendem a manipulação explícita e, também, desconstruir “verdades”. As redes sociais são rizomas que se espalham, ligam e nos une. Une pessoas e culturas que jamais se encontrariam em um mundo físico, devido a todas as barreiras geográficas. Une também amigos próximos e distantes. Mas acima de tudo, une ideias, induz ao diálogo, promove discussões, produz conhecimento e saber.

Há uma geração que nasceu, cresceu envolvida e ligada a essas redes, ainda se adequando a este mundo "líquido", por um lado é um espaço de exposição pessoal e narcisismo sem precedentes, mas também é um veículo maravilhoso de encontro e discussão de muitos jovens que incomodados com tanta "liquidez" começaram a ocupar os espaços, não apenas os espaços virtuais. Jovens que querem ser protagonistas de sua história, transgressores, porque simplesmente se recusam a aceitar desmandos impostos, como algo pronto e acabado.

Por incrível que possa parecer, jovens aspirantes a médicos que estudam na UNIFAI – chamados por muito de elite pretensiosa e desconectados da sociedade -, estão nos dando uma lição de cidadania. Em um mundo onde o jovem é estimulado a competir e parecer ser o que não é, os alunos de medicina estão no ensinando o sentido do companheirismo, solidariedade, cooperação e juntos estão lutando por um curso de Medicine de excelência. Curso de medicina em uma pequena cidade do interior de São Paulo que os formem, não apenas em futuros médicos ricos, mas acima de tudo, seres humanos preocupados com o próximo. O exemplo vindo dos alunos de medicina deveria contagiar a todos nós, pois afinal, eles poderiam se calar, aceitar o que está posto, se formar, fazer residência em algum lugar, e abrir suas clínicas e medicar, sem nem mais lembrar da UniFAI ou de Adamantina. Mas a luta desses alunos é muito maior!

Eles querem ser formados por professores doutores médicos, e outros profissionais da saúde gabaritados, professores que sejam capazes de motiva-los além do conteúdo, afinal, professores doutores ao menos deveriam ser filósofos e ensinar muito mais do que conteúdo, mas inspirar toda uma geração. Que suas aulas sejam baseadas em conteúdos que convidem os alunos pensar, refletir, problematizar, e agir para modificar a saúde desse país, a vida de seres humanos, mais do que médicos, mais do que médicos humanizados, mas cidadão preocupados em mudar a realidade de sua cidade, região e país.

Os alunos da medicina UniFai se uniram para proteger o seu curso de medicina. Este movimento nos mostrou o quanto a UniFai e a cidade de Adamantina representa, é fundamental e importante na vida desses jovens. Eles mostraram a todos nós que podem mais, que querem mais, se recusam a receber migalhas e querem ser protagonistas de sua história. Quando ocuparam um espaço, que é deles, rasgaram o estereótipo de jovens alienados, metidos e 'riquinhos' e, nos ensinaram uma lição de pertencimento, força e empoderamento. 

Em um texto recente eu questionei por onde andaria a inteligência de nossa cidade, que parou no tempo, talvez essa inteligência viva de forma latente na UniFai.

Afinal, Adamantina é conservadora, no sentido de conservar, manter as “coisas” do jeito que sempre foram, o que ilustra a estagnação da cidade. Adamantina vive como há décadas atrás, com uma política voltada para dentro, baseada na antiga e ultrapassada governança provinciana que privilegia grupos em detrimento de visões mais amplas de administração e constituição de políticas públicas. Urge quebrar estes paradigmas arcaicos e conceber uma cidade baseada na constituição de oportunidades de bons empregos, salários, qualidade de vida e sustentabilidade. 

E os Jovens que buscam a sua formação universitária em nossa cidade, se formados em um centro de excelência, tenderão a quebrar a inércia e questionar o que está posto há décadas como imutável, pois têm novas idéias, cultura e novas concepções de vida e de mundo que se chocam com o que está estabelecido. Esses jovens não estão habituados a temer, aceitar ou até mesmo serem coniventes com os retrógrados e ditatoriais “centros de poder”. Questionarão os desmandos, porque não foram doutrinados a respeitar sobrenomes e nomes, mesmo porque, para os que de fora vieram, esses nomes e sobrenomes não tem o menor significado! Eles sabem dar valor, o valor que as coisas têm, e o valor está na capacidade, no conhecimento, na correção e probidade da mulher e do homem público, aqueles que trabalham para o bem comum, daqueles que servem o público, não daqueles que se servem do que é público, não em um sobrenome, ou no nome do poder da vez!

Estes alunos da UniFai são muito bem vindos para renovar os ares “já carregados” que por estas bandas sopram. E os alunos da medicina já se mostraram participativos, críticos, engajados na busca de soluções para seus problemas, que na realidade é problema de todos nós. E que os alunos dos demais cursos, contribuam para a construção de uma Adamantina menos retrógrada, mas sim, mais “inteligente”, humana e sustentável,longe do poder de coronéis, antigos ou novos.

Cabe ressaltar que a UniFai cumprirá seu papel, como formadora de inteligência e propositora de planejamento e ações, se realmente se transformar em um centro universitário, em sua essência, baseado nas premissas: ensino, pesquisa e extensão, com forte atuação cidadã no meio, com o intuito de contribuir, com inteligência e ação, para a resolução dos problemas socioambientais, de saúde pública, socioeconômicos, entre tantos outros vividos em nossa cidade e região. Mas isso apenas acontecerá se a UniFai for um centro de excelência, não um lugar de mandos, desmandos e feudos de alguns.

Por essas e outras, é inadmissível que o centro, que ao menos em teoria, concentra a inteligência de nossa cidade, compactue com o Nepotismo,  afastamento unilateral de professores, como no caso do professor Cezar da medicina. E senhores vereadores, há a necessidade de que todos os cochichos e buchichos sejam investigados.

Não apenas os alunos de medicina da UniFai, mas por onde andarão os alunos do direito diante da acusação de nepotismo? Ou o DCE? É hora desses alunos mostrarem a que vieram, precisamos desesperadamente e com urgência da participação dessa moçada - de todos os cursos -, de sua vontade de mudar o que está posto e estabelecido, precisamos de exemplos e ação. Que esses exemplos contagiem os funcionários da prefeitura, que acabaram de perder as bolsas de estudo na UniFai, ou os agentes de saúde, que mesmo com ordem judicial, assistiram a prefeitura não cumprir a determinação do piso salarial, tudo em silêncio. O que mais é necessário para despertar a nossa população? É hora do basta! Estamos cansados de tantos desmandos, de má gestão dos sistemas públicos e corrupção em nosso país, mas se não mudarmos nossa cidade, jamais mudares a realidade desse Brasil!

A UniFai, enquanto centro universitário, precisa assumir o seu papel diante da sociedade, e ser cobrada por todos nós, afinal, a UniFAI é uma autarquia municipal, não um “ente” desassociado de nossa realidade. Os profissionais ligados a ela devem assumir sua responsabilidade cidadã. Portanto, é função desse Centro Universitário problematizar, criticar e propor projetos e ações no que tange os sistemas ambiental, cultural, político, social e econômico de nossa cidade, através de trabalhos de graduação, projetos de pós-graduação, projetos de pesquisa e extensão, de parcerias criadas com a prefeitura e com os diversos setores da sociedade civil e ser a primeira a colocar nossa cidade no primeiro mundo. Adamantina tem potencial para ser referência, não apenas para a região, mas para o estado e país, mas para tanto precisamos dar uma basta em grupos que agem em benefício próprio e trabalharmos em conjunto, para o bem estar de nossa população!






domingo, fevereiro 04, 2018

Por que os alunos de medicina são contrários a nomeação da nova Chefe de Departamento de Medicina da UniFai?

Ontem, creio que muitos foram surpreendidos com uma mensagem que chegou via WhatsApp, no Facebook, e depois até no grupo Siga Mais foi postado, em um comentário. O título da mensagem era “Nota de repúdio contra a nomeação para Chefe de Departamento de Medicina da UniFai”, uma petição criada pelos alunos de Medicina da Instituição, que já conta com 277 assinatura de alunos. Eu logo imaginei que estava ligado ao grau de parentesco de dois diretores, pois muito se discutiu sobre isso quando a notícia da nomeação foi divulgada, primeiro pelo Portal Siga Mais, e depois pelo Site do Jornal Impacto, falava-se em Nepotismo Cruzado.

De acordo com a Súmula Vinculante 13 de 2010 (Supremo Tribunal Federal)[1], “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

Mas não, ao ler a petição vi que o argumento era outro, pois segundo a Petição a “Lei 12.842/2013 - Dispõe sobre o exercício da Medicina. Art. 5º São privativos de médico: IV - coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos.” 

Se esses dois pontos são verdadeiros, primeiro: a nomeação de parentes, e segundo: apenas médicos podem assumir o cargo de coordenação dos cursos de graduação de Medicina, a nomeação da nova Chefe de Departamento de Medicina da UniFai é equivocada, ao quadrado! A pergunta que faço é: “sabedores desses dois ‘se nãos’, por que o nome foi escolhido e aprovado?” Afinal, alguém escolheu o nome e “alguéns” aprovou? Não houve consulta prévia da assessoria jurídica? E cabe ressaltar que a nomeação foi aprovado por todo o Conselho da UniFai[2], que é “o órgão superior competente para decidir sobre todos os assuntos afetos à Instituição, nos termos do Regimento Interno, constituído por: Reitor; Vice-Reitor; Pró-Reitores; Por representantes do Corpo Docente permanente; Pelos Chefes de Departamento; o3 (três) representantes do Corpo Discente; 02 (dois) representantes dos funcionários Técnico-Administrativos; 01 representante da Comunidade, preferencialmente com diploma de curso superior, proposto pelo Reitor, referendado por este Conselho; 01 representante da Comunidade.

O nome foi aprovado com apenas um voto contrário, de Jean Moura, que publicou em um comentário no Site Siga Mais “Na última terça feira, 30/1, aconteceu a primeira reunião do CONSU, na ocasião o Reitor fez a indicação do novo pro reitor da instituição, eu fui contra a indicação do mesmo, mas fui voto vencido, (registrado em Ata), dias depois saiu a nomeação”.

Nenhum órgão de imprensa divulgou ou noticiou as “peculiaridades” e “particularidades” desse processo, a instituição é uma Autarquia Municipal e eventos como esse devem ser, não apenas amplamente divulgados, mas também esmiuçados. Mas como estamos na era das redes sociais, de uma forma ou outra as luzes são postas contra sombra e iluminam os personagens e as decisões.

Os alunos de Medicina da UniFai pagam mensalmente, agora com o novo reajuste, 7.444, 00 reais. Se engana quem acredita que é composto por milionários filhinhos de papai, tem gente dando MUITO duro para pagar essas mensalidades, muito duro, mesmo! Há além disso, para os alunos de fora, despesas com aluguel, alimentação, transporte, entre tantas outras. São famílias inteiras que acreditaram nesse curso, estão fazendo sacrifícios e das tripas coração para verem seus filhos formados, mas qual será o custo? O que leva alunos de um curso escreverem uma petição tão dura como esta, cobrando respeito?

Creio que todos nós nos entusiasmamos com o curso da medicina UniFAI, pois poderá contribuir, juntamente com outras medidas e ações, para revolucionar o atendimento de pacientes que precisam de atenção de um generalista, de um especialista. Imaginem, não mais ter que acordar às 3 da manhã, e doente, ter que se deslocar para Marília, jaú ou Tupã em busca de especialistas e tratamento adequado, mas contarmos com atendimento público e de qualidade aqui em Adamantina! Graças a toda uma integração que surgirá (ou surgiria em um mundo ideal), entre enfermeiros, psicólogos, dentistas, agentes de saúde, trabalhando de forma conjunta, visando acima de tudo, a prevenção de doenças, aqui em nossa cidade!

Conhecemos a precariedade e sucateamento de nosso sistema único de saúde - em nosso país, em nosso estado, em nossa cidade - que em muitos casos é mal gerido, sucateado e palco de muita ineficiência, incompetência e maracutaias, mas lutando contra este nefasto sistema podemos encontrar muitos profissionais da saúde que lutam bravamente para, ao menos, dar dignidade para seus pacientes diante de um cenário de gestão tão devastador.

Sim, há médicos excelentes, humanos, competentes e bravos que lutam com todas as suas forças para formar novos alunos, e que se colocam contra este sistema nefasto do favorecimento pessoal em detrimento da competência, da produção da doença, mercantilização e desumanização de nosso sistema de saúde. Essa deveria, ao menos em tese, ser a premissa básica na formação dos médicos em Adamantina, o primeiro passo para uma revolução no sistema de saúde da cidade, mas acima de tudo, na formação de seres humanos!
Mas como esse processo será desencadeado, se os escolhidos para comandar essa importante revolução são questionados de forma tão incisiva e dura?

Como atrair professores dispostos a acreditar, se entregar e se dedicar de forma integral a um projeto em quem nem os alunos acreditam, basta analisar essa petição. Apenas salário não atrai bons professores, mas também boa estrutura, credibilidade do projeto e nos gestores.

Precisamos atrair esses professores, que estão em falta no “mercado”. Pois quando esse projeto – abertura de novos cursos de medicina - foi criado, ele gerou muita polêmica entre os profissionais da saúde, pois segundo eles, de onde sairiam professores para ministrar as aulas em tantos cursos de medicina criados em pequenas cidades do interior? É importante frisar que um médico, necessariamente não é um professor e que professores de medicina estão em falta no “mercado”.

E a polêmica sobre a qualidade desses novos cursos continua, tanto que não serão mais aprovados novos cursos de medicina pelo MEC, e um dos motivos é esse, segundo o Portal Nexo[3]a criação de novos cursos, principalmente por faculdades privadas, se dá por instituições e em cidades com estrutura aquém da considerada adequada. “A medicina se tornou um curso com alto grau de tecnologia. Então você precisa de um pessoal extremamente competente para ministrar as aulas e não há esse número de professores competentes hoje” e eu acrescento, não apenas professores competentes, mas acima de tudo, a direção precisa ser competente e ter legitimidade e credibilidade.

Uma correção (05 de fevereiro de 2018, 14h 52 min.): o nome da nova Chefe de Departamento de Medicina da UniFai não foi votado pelo Conselho Universitário, mas indicado pelo Pró-Reitor de Ensino e nomeado diretamente pelo Reitor - sem votação -, prerrogativa que "seria" contemplada pelo regimento. Mas segundo o vereador Alcio Ikeda "'Os chefes dos 'deptos' de Ciências biológicas da saúde, de (...) E DE MEDICINA, serão indicados pelo Pró-Reitor de Ensino e nomeados pelo Reitor (...), OBSERVANDO-SE AS RESPECTIVAS ÁREAS DO CONHECIMENTO'. Sou vereador, responsável pela elaboração da lei e digo que essa inclusão na lei se deu por conta da Câmara, ou seja, os Vereadores propuseram estreitar as possibilidades para que nomeações do tipo fossem de acordo com a lei federal.  Com isso, digo e afirmo que o 'Espirito da Lei' Municipal e entendo que o da lei federal é assegurar ao curso de medicina a direção do profissional médico".









[1] http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/menusumario.asp?sumula=1227
[2] http://www.fai.com.br/portal/index.php?conteudo=info&cod_item=47

domingo, janeiro 14, 2018

Por favor, não sejam subservientes a qualquer autoridade política

Passou da hora de termos uma conversa franca sobre o deplorável estado financeiro, administrativo e político da cidade de Adamantina, suas causas e consequências, e a apatia da sociedade. 

Muitos temem a crítica, pelo simples fato de não saber fazê-la e também porque ela pode despertar uma população anestesiada, adormecida. Nossa sociedade desde sempre é “ensinada”, na realidade, doutrinada a manter tudo como está. 

É artigo em falta “no mercado”, grupos pensantes, capazes de usar seu “poder” para informar, democratizar a informação e, assim, quebrar o poder determinístico das ditas “elites” políticas, social ou econômica. 

Eu acredito que todos nós somos capazes de compreender qualquer tipo de informação, qualquer uma, não importa a escolaridade, mas sim, se essa informação, de alguma forma, faça conexão e associação a nossas histórias de vida, porque enxergamos o mundo através de nossas experiências. A gente compreende associando as novas idéias ao que foi vivido por nós.

Dito isso, acredito que todos nesse grupo – Adamantina Siga Mias - são capazes de compreender qualquer tipo de informação, e através delas repensar sobre sua vida, refazer seu pensamento, criando novos significados. Pergunto, por que nossa cidade, estado e país patinam há décadas? Porque não nos é dado esse tipo de informação, na realidade eles não querem nos informar mas sim (des)informar, como a ponta de um iceberg, nos é mostrado apenas os 10% que é possível de ser visto na superfície, mas é escondido os 90% que estão abaixo da linha d’água. Porque nossas escolas de base são, a cada ano que passa, uma granja para criar cérebros incapazes de dar contexto a realidade?

Adamantina é um grande exemplo disso tudo, e devemos muda-la se quisermos mudar nosso estado e país. A começar por prefeitos, vereadores e deputados.

O que não faltou nesse grupo foram notícias de “feitos” de deputados, como ambulâncias, equipamentos para o hospital, um dinheirinho para tapar buracos das ruas. Dinheiro bem-vindo? Sim, sempre bem-vindo, mas é uma fonte de recursos que precisa ser entendida para que a gente não mais reproduza esse mórbido sistema de devastação de nossa região. Só mudaremos o estado de coisas em que vivemos se mudarmos nossa forma de encarar e compreender a política praticada por nossos partidos políticos e políticos.

Precisamos fazer perguntas, essas emendas parlamentares que chegaram na cidade, por exemplo, para a saúde, até que ponto elas contribuirão para mudar a dura realidade que vivemos, com os profissionais da saúde trabalhando e se esforçando, em muitos casos, além de seus limites físicos e psicológicos e extremamente sobrecarregados? Essas emendas parlamentares foram planejadas, ou são do tipo “tenho aqui um milhão de reais – o que não é dito: que recebi do governo federal por ter votado contrário as duas abertura de inquérito contra Temer e a favor da reforma trabalhista e da PEC 241, PEC que congelará investimentos no país por 20 anos, congelará sim, por mais que muitos digam o contrário – coloco esse dinheiro onde”?

Com isso a cidade ganha umas benesses aqui, mas perderá muito no macro. É importante entendermos que os municípios são a base de sustentação para deputados, e que precisamos escolher políticos que atuarão de forma efetiva na cidade e região, através de planejamento em curto, médio e longo prazos e isso nãos e faz de forma isolada, não são os deputados de Tupã ou Dracena atuando por Tupã ou Dracena, ou mesmo dividindo o quinhão de suas emendas parlamentares entre pequenas cidades de nossa região que mudarão realidade de nossa cidade e região, não, dessa forma, sem planejamento? Não!

Esse é o modo de operar desses deputados por décadas e olha como se encontra nossa região, nossa cidade. Você realmente acredita que esse tipo de ação mudará nossa realidade?

Um exemplo, a notícia vinculada hoje, a devolução de 1,8 milhões que haviam sido destinadas para o prédio da Unidade de Pronto Atendimento – UPA. Segundo o prefeito esse recurso será devolvido porque o município não tem recursos para manter uma UPA e uma Santa Casa. Mas porque esse “detalhe” não foi analisado antes? Por que o executivo não desenvolveu projetos para efetivar seu funcionamento e com a ajuda de deputados não buscou viabiliza-los? Sim, buscar 6 milhões por ano para efetivar seu funcionamento e também viabilizar o funcionamento da Santa Casa. Essa é a função do executivo e também deveria ser a do legislativo, buscar recursos que viabilizem ações em médio e longo prazo, isso sim revolucionaria a saúde na cidade, não uma ambulância recebida porque o deputado votou contra a cassação do temer.

Não podemos apenas ler essa reportagem da Folha regional, baixar a cabeça e dizer, é assim mesmo, não tem dinheiro e todos os municípios são assim, isso é inadmissível, precisamos ligar os pontos, pensar e não aceitar mais essa forma de administrar uma cidade.
Segundo a Folha Regional

Depois de afirmar por várias vezes durante o ano de 2017 que colocaria a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Adamantina em funcionamento a partir do primeiro semestre deste ano (2018), a Administração Municipal decidiu agora devolver o dinheiro investido pelo Governo federal, nada menos que cerca de R$ 1,8 milhões, na construção do prédio. A atitude foi anunciada à imprensa pelo próprio prefeito Márcio Cardim (DEM.O processo de ressarcimento da expressiva quantia aos cofres federais será feito Departamento Jurídico da Prefeitura, que deverá estudar qual a melhor forma.Como contrapartida, o chefe do executivo pondera que o prédio – que teve a construção iniciada em maio de 2011 e deveria ter sido entregue em janeiro de 2012, porém, ficou pronto só em abril de 2017 – ficaria para uso do Município.

O que precisa ser feito? Planejar, é preciso planejar em curto, médio e longo prazos e de forma integrada, entre as secretarias de uma cidade e entre as cidades de nossa região, definir prioridades.

A saúde, precisa ser planejada para não receber apenas equipamentos aqui ou acolá, mas para reformular o sistema de saúde, para a promoção de uma gestão eficiente e humana, mas para isso tem que haver planejamento.

Nossos secretários atuam como burocratas que administram os problemas, mas não são a solução para eles, não há a constituição de projetos inovadores e integrados, e para isso nem sempre a falta de dinheiro é problema, o problema está na falta de expertise de quem deveria comandar a pasta.

Nos acostumamos a bater palma para político que não faz nada mais do que sua obrigação, que é zelar pela cidade, mas nem isso fazem, argumentam que não há recursos, mas sabemos que se há recursos para pagar salários em dia, então já há recursos suficientes para criar e inovar, e buscar soluções. A solução está na capacidade e inovação de quem ocupa cargo público, ao menos deveria estar.

O problema dos animais abandonados em adamantina, que é assunto recorrente nesse grupo, mostra a ineficácia das autoridades locais para buscarem respostas para o problema. Há uma faculdade na cidade, uma autarquia, que tem cursos de comunicação, veterinária, biologia, entre outros, há na cidade uma secretaria de meio ambiente, saúde, de planejamento, obras, e também um grupo que deveria, ao menos em teoria, controlar os vetores.

Na realidade esse problema vai muito além da castração e a chave para a solução é a guarda responsável, informação... E a guarda responsável é uma das categorias da diretiva - Biodiversidade - para a certificação de  Município Verde e Azul.

BIO3 - Ação no verde Azul voltada para a guarda responsável de cães e gatos.

A castração e guarda responsável são ações que devem se apoiar uma na outra, para que sejam profícuas e alcancem resultados em curto e médio prazos. Apenas a castração seria um "desperdício" de energia e recursos, pois o problema retornará mais cedo ou mais tarde. O que é necessário para efetivar as duas ações de forma integrada é: projeto e planejamento. Ou seja, é um caso de política pública, e quem são os responsáveis por criar, planejar e executar políticas públicas? O executivo, prefeitos e secretários...

Não caio no conto da recuperação desse Selo de Município Verde e Azul, e o descaso para com esse tema, animais abandonados, exemplifica meu ceticismo!

Mas absolutamente nada de efetivo e integrado surge desses grupos, nada, como se o problema não tivesse solução, mas tem sim, basta vontade política, planejamento e ação integrada, e não me venham com o quesito recurso, porque para colocar em prática muitas ações que contribuíram para solucionar o problema, bastaria apenas expertise, ações integradas entre secretarias e motivação dos funcionários. A expertise, ao menos no mundo ideal, deveria ser o pré-requisito básico para a escolha de secretários.

Não podemos mais aceitar, em hipótese algum, migalhas, sim, são migalhas o que recebemos de deputados, do governador..., por mais que muitos nos queiram fazer acreditar que não são.

Se quisermos mudar a nossa realidade precisamos renovar a nossa forma de pensar, inovar, e renovar nossos grupos políticos que se sucedem no poder prometendo o que são incapazes de cumprir. Como disse Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Se jogarmos luzes nestes fatos já teremos grandes indícios do porque a cidade patina, devido à grande dependência financeira da prefeitura, que não funciona como um polo irradiador de novidades, empreendedorismo, ações de fomento para o desenvolvimento da cidade, mas sim, como uma mãe provedora. Mas como prover uma cidade sem dinheiro?, afinal a prefeitura está à mingua! Isso faz com que a gestão da cidade viva um nefasto ciclo vicioso, retroalimentando dependências, dando suporte a aparências. Onde a perfumaria ganha destaque, em detrimento do que realmente interessa, o bem estar da população. 

Infelizmente os moradores da cidade não conseguem entender o que é atribuição da federação, estados e municípios, esta confusão de atribuições faz com que a comunidade não consiga atribuir responsabilidades, dessa forma sua indignação passa a ser difusa, uma vez difusa, não há um alvo, o que torna a vida dos agentes públicos de Adamantina muito fácil.

A pressão precisa ser feita no local, onde os vereadores e agentes públicos são vistos todos os dias nas ruas, pois neles temos ascendência, se não mudar a compreensão do cidadão sobre esta apropriação da prefeitura por grupos que se sucedem no poder, jamais mudaremos o país. 

Precisamos mudar, entender que somos capazes de compreender todo o contexto que nos envolve, pensar, discutir, debater, criar, e não importa se você se considera de direita ou de esquerda, se quer estado mínimo ou máximo, importa atuar e não deixar se intimidar por pretensas autoridades e saberes, porque dessa forma nada mudará. E por favor, não venham com “as outras cidades também estão assim”, pois elas são tão mal administradas como a nossa.

Escrevendo certo ou errado, falando certo ou errado, o que importa é a interpretação que você fará da realidade, e que te levará a não mais aceitar migalhas, que na realidade apenas mantém tudo do mesmo jeito que sempre foi. Os grupos que se sucedem no poder não serão a fonte de mudança, então que essa mudança venha através de nós, “eles” querendo ou não.

E por favor, não sejam subservientes a qualquer autoridade política como se fossem seres superiores e não o que realmente são, agentes públicos que ocupam cargos públicos para servir a população, e não se servir da população.



Fonte: Roseli Biasi - https://www.facebook.com/groups/Adamantina/permalink/1637681242985136/




domingo, dezembro 31, 2017

Diante da vastidão do tempo é um imenso prazer dividir uma vida e uma época com você

Fazer escolhas, tomar decisões, são premissas básicas de nossas vidas, somos e vivemos as consequências delas.

A gente finge não saber que esse negócio de que tudo está determinado é pura mentirinha. Nada nos define e condiciona a priori, a gente sempre pode mudar o rumo, sempre pode dizer “não” as circunstâncias, por mais assustadora que possa parecer uma porta se fechando.

Mudar de vida, mudar a vida, enfrentar o medo das portas que se fecham, e fechá-las, faz com que realmente outras se abram, creia! E só assim uma nova e diferente porta se abrirá. E não adianta tentar mantê-las entreabertas, pois sempre nos assombrarão.

Fechar qualquer porta que nos ligue ao “estável”, ou que foi determinado, é assustador, aterrorizador eu diria, mas ao fecha-las estamos nos abrindo para nós mesmos e por incrível que possa parecer, isso também é assustador, abrir as portas de nossa alma, sonhos e desejos, por incrível que pareça, assusta! Não é nada fácil lidarmos com nós mesmos, com nossos desejos, sonhos, fantasias, fantasmas, inseguranças, medos e anseios...

Talvez seja por isso que a gente se entregue tão facilmente, porque jogamos tudo em que acreditamos, desejamos e sonhamos para o ar e aceitamos viver na conveniência de uma vida “esperada e equilibrada”, sem olharmos com estranheza para nós mesmos e naquilo que nos transformamos, mesmo que exista uma estranha(o) dentro de nós gritando, tentando nos alertar e nos salvar de nós mesmos. Mas usualmente, infelizmente, nos recusamos a ouvir essa tal estranha (o) e até mesmo, (re)conhecê-la(o).

Esse estranho dentro nós nada mais é que nós mesmos, nossa essência, aquela que foi guardada aos poucos a sete chaves dentro de um compartimento fechado e seguro, seguro de nós mesmos. Compartimento este, que inviabiliza que este “agora estranho” grite e chame a atenção. Mas este “agora estranho” está lá, e às vezes consegue sair e fazer um estrago daqueles, pois é reconhecido, pena que logo é recolocado dentro da caixa, voltando a ser o “estranho” que habita em nós.

Não sou perfeita e nem pretendo ser, troco os pés pelas mãos, faço bobagem, erro e, como erro, mas ao menos aprendi uma coisa: não exijo perfeição de mim, aceito minhas limitações, busco mudá-las, procuro ser uma pessoa melhor. Continuarei a cometer erros, mas ao menos, na maioria das vezes, será tentando acertar. Aprendi a não me levar a sério, a rir de mim e de minhas imperfeições e, também, a não esperar nada de ninguém, pois ninguém veio ao mundo para vir ao encontro das minhas expectativas.

Às vezes eu tropeço e me vejo exigindo de mim e do outro, para logo caír na real, pois aprendi que cada um tem suas lutas, suas dores e suas histórias, cada um “sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Pode crer, lutar todo dia para compreender estas peculiaridades de cada um de nós e da vida,  torna a nós e a nossa vida, "tão" mais suaves, tão mais leves...

Compreender e aceitar que simplesmente não sabemos de quase nada, que não temos as respostas, que nossas teorias e certezas são furadas, que ainda não vivemos e nem vimos nada de nada desse mundo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes com nós mesmos e com os outros. 

E quando estamos abertos e alertas, essa tal vida nos liga e apresenta a tanta gente bacana, que está por aí distribuindo gentileza, carinho, amor, empatia e realizando trabalhos incríveis, mudando o seu mundo, seu lugar, dando exemplo, inspirando tanta gente. E quando a gente vive, as boas forças do universo nos levam para tantos lugares incríveis, pra gastar a sola do chinelo havaiana, pra curtir, pra ver e enxergar, pra se entregar, se jogar... 


É isso aí, mais um ano que se vai e outro que chega, bora lá tirar dessa vida o que ela tem de melhor, vamos viver e deixar viver, bora lá caminhar...





sexta-feira, dezembro 22, 2017

Título de Cidadão Adamantinense concedido ao Secretário Estadual de Educação, mais um 7X1 contra Adamantina.

Precisamos falar sobre educação, na realidade, infelizmente, precisamos falar sobre o sucateamento da educação em nossa cidade, que infelizmente está ligada a incompreensível e equivocada concessão do Título de Cidadão Adamantinense ao Secretário Estadual de Educação, por nossos vereadores. Esse fato ilustra a subserviência e descolamento da realidade dos ocupantes da Câmara de Vereadores de nossa cidade, que adoram conceder um título, mudar um nome de rua, mas não têm a mínima idéia do que é legislar em prol de uma sociedade. É um total descaso e descolamento do cotidiano de nossas escolas, que convivem com o sucateamento estrutural e humano, com a desvalorização do discente, escolas que ainda não chegaram no século XXI.

O  Estado de São Paulo há mais de 20 anos é governado pelo mesmo partido, sinto em informar, é governado por uma oligarquia coronelista? Você que adora odiar o Nordeste e seus coronéis, parabéns, São Paulo tem seus próprios coronéis para chamar de seu! Após 20 anos de PSDB no governo do estado, o que restou do oeste paulista? Do interior, desbravado pelos bandeirantes, oeste paulista, outrora um centro de promessas de “progresso”? Hoje, nada mais é do que o tal do corredor da fome, encravado nas ricas terras paulistas, no estado mais poderoso da nação. Cidades pequenas são assoladas pela incompetência administrativa e legislativa, e total falta de inteligência gestora e fiscalizadora, cidades sem planejamento em curto prazo, o que dirá em médio e longo prazos. 

Os governos do PSDB tiveram mais de 20 anos para reestruturar o estado e colocá-lo entre aqueles que priorizaram a educação como mote de transformação societária – como os países nórdicos e Coréia do Sul, por exemplo - capaz de implodir a triste desigualdade social que assola o país e o dividia entre castas. Vinte anos para colocar o estado entre os que desenvolveram tecnologia de ponta, que aperfeiçoou e modernizou sua indústria, que investiu em eficiência energética, que desenvolveu gestão estratégica e inteligente para o campo, que modernizou os modais de transporte, e claro, que promoveu a inclusão social de forma definitiva, sem volta, através da educação, promoção de empregos de alta qualidade, bons salários, saúde inclusiva e de qualidade, saneamento básico chegando a todos os lares, transporte urbano eficiente e de qualidade, e segurança pública.

Passados 20 anos

Nossa educação é “inclusiva” na quantidade, enquanto a qualidade abandou as salas de aula - segundo o relatório do Movimento Todos pela Educação, mais de 2 milhões de crianças em nosso país não frequentam escolas. 1,6 milhão de adolescentes, entre 15 e 17 anos, abandonam os estudos. Dos alunos que concluem o ensino médio apenas 9,3% sabem matemática, destes apenam 27,2% conseguem interpretar textos. Esta é a mão de obra colocada todos os anos no mercado de trabalho, que acolhe estes jovens em trabalhos nada especializados que pagam o mínimo.

A educação vem sendo sucateada há décadas, mas ganhou força com a progressão continuada - idealizada pelos governos do PSDB -, onde em sala de aula o professor é um mero espectador. Entrou em cena a senhora Rose Neubauer, que foi substituída pelo senhor Gabriel Chalita, que não apenas continuou, mas também aperfeiçoou o trabalho de “desconstrução” da educação no estado. A educação deixou de “ser qualidade” no mundo dos dados estéticos, para ser “quantidade”. Importante para governos é mostrar que hoje há menor evasão escolar e mais jovens nas escolas, mesmo que para este fim, sejam formados analfabetos funcionais. Este cenário é 'catastrófico', pois não nos dá, em hipótese alguma, esperança de um futuro próximo melhor. 

Salário é uma reivindicação mais do que justa dos professores das redes municipal e estadual, mas educar não se faz apenas com professores bem pagos, é preciso MUITO mais! A mudança precisa ser também, estrutural. Sem estrutura e apoio para melhor formação do professor, é impossível revertermos este quadro de declínio na qualidade e da formação de nossos alunos. Não vivemos mais na época do cuspe e giz onde o professor por 30 anos repete a mesma aula, quer dizer, vivemos esta realidade sim, em muitas salas de aulas com goteiras no telhado, salas superlotadas, cadeiras quebradas, direção, professores e alunos desmotivados. 

As escolas da base estão sucateadas e desestruturadas, as aulas são dadas por professores mal pagos, que trabalham, alguns, 60 horas na semana, consequentemente, sem tempo para aperfeiçoar a sua formação, muitos deles portanto, desmotivados. Pergunto, existe vontade política para ampliar o conceito de educação nas escolas indo além do “conteudismo”? Há espaços para formação de educadores que sejam facilitadores da inteligência coletiva, que consigam, mais do que tudo, mediar todas as formas de construção do conhecimento? 

Existe um trabalho sério e efetivo que busque uma revolução na educação em médio e longo prazo? Não, não existe!

É necessária uma profunda mudança no currículo, com intensa participação dos professores e que este seja abordado de uma forma local. É fundamental uma reformulação na forma de pensar a gestão das escolas e, também, mudança na concepção dos prédios escolares e do material didático, com salas climatizadas e equipadas com equipamentos modernos. É imprescindível uma melhoria no salário do professor e diminuição de sua carga horária, para que este possa enfim, ter tempo para uma melhor formação. 

É imprescindível uma reformulação conceitual e estrutural na forma de se conceber a educação, qualquer ação solitária é como tapar uma goteira em um telhado cheio delas, é necessário trocar todo o telhado!

É fundamental que haja investimento maciço na educação, mas não um investimento obtuso, mas inteligente, que visa o curto, médio e longo prazos, baseados em projetos bem estruturados e fundamentados, que atuem nas quatro frentes: prédios e estrutura física adequados; professores valorizados e bem formados; gestão inteligente; e currículo que diga respeito e signifique as peculiaridades da cidade e região, construído de forma coletiva e, com intensa participação dos professores.

Sem políticas públicas e vontade política dos gestores e legisladores do município e estado será impossível sairmos desse ciclo vicioso em que se meteu a educação pública de nosso país. Mas sabemos que políticos só funcionam a base de pressão, então que a pressão seja feita, não apenas pelos professores, mas sim por toda a sociedade.


Por essas e outras que este Título de Cidadão Adamantinense concedido ao Secretário Estadual de Educação, diz muito sobre os vereadores da cidade, seu total descolamento de nossa realidade, descaso para com os professores e claro, com educação de base. Isso deveria custar a reeleição de todos que votaram a favor do Projeto de Decreto Legislativo nº 003/17.